Temos todo tempo do mundo? Estudo sobre Percepções Temporais, Prazer e Sofrimento com Jovens Trabalhadores

Jane Kelly Dantas Barbosa, Kely César Martins de Paiva

Resumo


O tempo é considerado um bem cada vez mais escasso, difícil de entender e de administrar, diante do qual as pressões e demandas do dia a dia podem representar fontes de prazer e sofrimento aos indivíduos, especialmente jovens trabalhadores, frente suas peculiaridades. Dado isto, o objetivo deste trabalho consiste em analisar as percepções temporais e as vivências de prazer e sofrimento no trabalho de jovens trabalhadores assistidos pela Associação de Ensino Social Profissionalizante (ESPRO). Para tanto, realizou-se um estudo de caso por meio de uma pesquisa de campo, descritiva, com abordagem qualitativa. A coleta de dados foi feita por meio de entrevistas semiestruturadas realizadas com 22 jovens trabalhadores assistidos pelo ESPRO, da filial de Belo Horizonte (MG). Os dados foram tratados por meio de análise de conteúdo e os resultados demonstraram que as dimensões temporais apresentadas (comportamentos predominantemente monocrônicos, rápidos, pontuais, atrelados ao futuro e arrastado por terceiros) e as vivências de prazer e sofrimento (contexto de trabalho positivo, baixos riscos/custos, elevado prazer, baixo sofrimento, baixos danos) possuem relações entre si, apesar do fato de que as preferências demonstradas em relação ao tempo nem sempre coincidem com a prática laboral que lhes é imposta.

Palavras-chave


Tempo; Percepções; Temporais; Prazer; Sofrimento; Jovens trabalhadores

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DOI: https://doi.org/10.21902/jbslawjbs.v13i1.7

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Revista Foco (Journal of Business Studies and Law), e-ISSN: 1981-223X

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