A ESCOLA CONTEMPORÂNEA E A VIOLÊNCIA ESCOLAR: um paradigma obsoleto aos alunos com altas habilidades / superdotação.

Alberto Padrón Abad, Thaís Marluce Marques

Resumo


O paradigma cartesiano, em termos gerais, acredita que os fenômenos físicos podem ser reduzidos em partes mais simples, sua prática pedagógica está baseada em ações mecânicas e autoritárias que provocam que o aluno escute, leia, decore e repita. Paradigma que inclui mitos, crenças e atitudes que podem influir na percepção docente e, portanto, na aceitação inconsciente da violência escolar. Para analisar este tema usaremos o conceito de cognição social que se
refere a processos mentais mediante os quais os sujeitos selecionam,interpretam e usam a informação para fazer julgamentos e tomar decisões. Assim, a partir dessa temática e da conclusão do “Curso de Altas Habilidades / Superdotação numa Perspectiva Inclusiva”, organizado pelo Centro de Atividades de Altas Habilidades / Superdotação (CAAH/S) na cidade de Macapá, que se cogitou a construção deste artigo com o objetivo de revisar o paradigma educativo cartesiano e sua prática nas salas de aula com intuito de analisar se o mesmo é um empecilho para detectar oportunamente as AH/SD em crianças, levando-as assim a um envolvimento com a violência escolar. A metodologia do artigo está embasada numa pesquisa bibliográfica, exploratória e descritiva que inclui livros e publicações periódicas que abordam as temáticas anteriormente comentadas e as teorias de Howard Gardner e de Joseph Renzulli. Para concluir: a violência pode ser observada tanto por ação quanto por omissão, assim negar as
necessidades dos alunos AH/SD por inabilidade na sua identificação ou por desinteresse é um ato violento que pode chegar a ser considerado como violência paradigmática.


Palavras-chave


Altas Habilidades / Superdotação; Violência escolar; Bullying Paradigma educativo; Violência Paradigmática.

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DOI: https://doi.org/10.21902/jbslawrev.%20foco.v8i2.211

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