Nível empreendedor do Camelódromo de Porto Velho - Rondônia: percepção de Trabalhadores por Conta Própria – TCP

Jean Marcos da Silva, Antônio Aguiar de Sousa, Levi Brito Costa, Eber Aguiar da Silva

Resumo


Os brasileiros têm procurado no trabalho por conta própria – TCP5 uma alternativa para geração de renda como meio de subsistência e combate ao desemprego. A atitude destes TCPs pode apresentar determinadas características de empreendedorismo conforme previsão e classificação proposta por Filion (1991) que defende os empreendedores como agentes capazes de promover o desenvolvimento local. A presente pesquisa objetivou identificar o nível empreendedor dos Trabalhadores por Conta Própria – TCPs do Camelódromo de Porto Velho – RO, a partir da percepção destes TCPs. A metodologia utilizada foi a exploratória com abordagem qualitativa e pesquisa de campo. Entrevistou-se a totalidade da população do Camelódromo de Porto Velho, estado de Rondônia. Como técnica de análise utilizou-se a análise paraconsistente conforme preceitua Sanches et al. (2011). Verificou-se um nível moderado de empreendedorismo no Camelódromo de Porto Velho-RO. As análises dos dados ainda indicaram a presença de empreendedores formais e informais e resultados diferenciados quanto ao nível empreendedor destes dois grupos de trabalhadores por conta própria: os trabalhadores informais possuem níveis menores quando comparados com os TCPs formais. Conclui-se que a ação de empreender junto aos atores está diretamente ligada à necessidade, se manifestando na tipologia que Dolabela chama de empreendedor por necessidade.

Palavras-chave


Empreendedorismo; Trabalhadores por Conta Própria – TCP; Camelódromo de Porto Velho – RO.

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DOI: https://doi.org/10.21902/jbslawrev.%20foco.v11i1.141

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